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Engenheiros do Hawaii 22/07/2009

Filed under: Música — jackfelix @ 12:04

engenheiros discosTudo começou em Porto Alegre em 1984.  Devido a uma greve na faculdade de arquitetura, a faculdade organizou uns “happenings” com os estudantes que produziam arte na escola.  Humberto Guessinger , que tocava guitarra, juntou-se com Carlos Maltz, que tocava bateria, e Marcelo Pitz, baixista, e juntos decidiram participar da bagunça.

Na faculdade, havia uma rixa entre os estudantes de arquitetura e engenharia. O pessoal da arquitetura inventou um apelido para acabar com os inimigos. ” Todo estudante de arquitetura é meio arrogante, acha que os engenheiros estão abaixo. Tinha um pessoal na engenharia que usava aquelas roupas de surfista, e , para irritá-los, fazía-mos questão de chamá-los de “engenheiros” e, mais do que isso, engenheiros do Hawaii, que é um paraíso meio Kitsch”.

Na época, Porto Alegre e Brasil presenciaram uma explosão de bandas punk, quase sempre com nomes heróicos: Legião Urbana, Titãs, Cavaleiros do Apocalipse etc.  O que segundo Humberto, também contribuiu para a adoção do nome. ” Sempre me assustou essa coisa heróica da música pop , porque te leva a ser semideus. Engenheiros do Hawaii era um nome meio desmistificador, ninguém nos levaria a sério. É um nome que até hoje nos protegem de nos encararem como sacerdotes”.

11 de janeiro de 1985 foi a data do primeiro show, por sinal coincidindo com a abertura do Rock in Rio I. Na semana seguinte tocaram na faculdade de medicina (palco das primeiras vaias). Depois disso, continuaram tocando em bares e levando fitas para as rádios.

Naquele tempo a BMG resolveu lançar a coletânea Rock Grande do Sul. Só com bandas dos Pampas. Produziram um festival no Gigantino para escolher os grupos, os Engenheiros passaram no teste… por pouco!

Eles entraram no LP com duas canções, uma delas, Sopa de Letrinhas, estourou no Sul. Com o sucesso, a BMG resolveu lançar um LP só dos Engenheiros, e, nasceu assim, Longe Demais das Capitais.

Puxado por músicas como Toda Forma de Poder, que foi tema de uma novela global (Hipertensão), crônica, Longe Demais das Capitais e Sopa de Letrinhas, os Engenheiros foram ganhando status no sul.

Marcelo saiu da banda, e entrou no seu lugar Augusto Licks.  Augusto tinha uma guitarra mais anos setenta, que juntamente com o amadurecimento de Humberto como compositor, trouxe outro ritmo á banda. Surge o segundo LP do trio: A Revolta dos Dândis (1987). Nesse disco começam a surgir os primeiros “enroscos” com a crítica. Os Engenheiros eram chamados de etilistas, e até fascistas. Acusações causadas pelas citações presentes nas letras de Humberto que ia de Albert Camus e Jonh Paul Sartre.

Os Engenheiros seguiram sua carreira, foram crescendo como banda e lançando vários outros discos, e como sempre brigando com a crítica. No meio de toda essa briga, foram convidados para tocar no Rock in Rio II, juntamente com Guns n’Roses, Sepultura, Capital Inicial, Lobão etc..Enquanto os artistas nacionais eram apedrejados pelo público, os Engenheiros fizeram um show que levantou o público com sucessos como Alívio Imediato emendada com Help dos Beatles e Era um Garoto… os Engenheiros foram a única banda brasileira a se apresentar no festival elogiada pela revista americana New York Times, enquanto a Folha de São Paulo ignorava duas apresentações da banda para um Ibirapuera lotado, não divulgando nem o roteiro.

 Foram no total 18 discos oficiais. Cada um com suas influências e características marcantes. Em 2004 a banda lançou o Acústico MTV, o que a tornou mais pop, grande partes dos fãs de fé da banda preferem a outra fase, e pedem: “Pop poupe os EngHaw”  Depois do acústico MTV, lançaram o Acústico Novos Horizontes, que, na minha opinião, se diferencia bastante do som original da banda.

 Humberto hoje está fazendo uma parceria com Duca Leindecker, integrante da banda Cidadão Quem, A Dupla toca num som bem acústico músicas dos Engenheiros e dos Cidadãos Quem, chama-se Pouca Vogal. Não sei se os Engenheiros voltarão a fazer shows.

 A banda já mudou várias vezes de integrantes, o único que permaneceu foi Humberto Guessinger, portanto sem ele a banda não continua. Torço para que ele volte a tocar com os Engenheiros e voltem a ser o que eram antes, sem mais discos acústicos.

Luise Tipple

 

3 Responses to “Engenheiros do Hawaii”

  1. Luise Diz:

    Nossa.. ninguem vai ler esse trem desse tamanho ¬¬
    e olha que eu resumí muuuito!!

  2. gmdp Diz:

    Ai Luise!! Só você!!!
    Fica aí com muita modéstia, mas olha só que texto maravilhoso!!!
    Amei conhecer a história do Engenheiros!!
    Nem ficou grande!!
    Ficou ótimo!!
    Continue escrevendo!! =D
    bjjooos

  3. Luise Diz:

    aaaai Gabii, obrigada, mais tenho que confessar que peguei grande parte de outro texto, fiz meio que um resumão, não dou conta de escrever isso muito com minhas proprias palavras ;/ tirando os últimios paragrafos que são mais de minha opinião
    aaaaaaah e desfaaaarçem pq eu escreví Gessinger errado ¬¬
    beeijo!


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