
Beth Carvalho realizou um antigo sonho ao lançar o DVD ” Beth Carvalho canta o samba da Bahia”, um projeto há muito tempo idealizado. O DVD apresenta um sofisticado documentário a respeito do samba-de-roda, um rico registro cinematográfico dessa divertida e alegre tradição imaterial brasileira.
O documentário recebe o nome de ” Quero ver as cadeira bulir ” e foi dirigido por Marta Jourdan, que soube resgatar tão bela e preciosa manifestação cultural brasileira e que hoje, apresenta diversas vertentes. Duas modalidades são mais comuns no samba-de-roda: o samba chula e o samba corrido, que nos conduzem a outro tempo e espaço, esquecidos no caminho do samba atual, do samba carnavalesco, do Samba do Rio, que se apresenta com uma coreografia e cenografia utilizada juntamente com o samba-enredo das escolas de samba.
Porém, o samba-de-roda até hoje, persite, graças aos atuais mantedores do ritmo, hoje, pouco cuidado pela própria Bahia, como lamenta o sambista Roque Ferreira, no curta ” Se a Bahia é mãe do samba, ela é uma péssima mãe. “
Direto do Recôncavo Baiano, de onde se espalhou para o Rio de Janeiro, para São Paulo e até Minas Gerais, o samba-de-roda, a matriz do samba, é apresentado no curta como mais que uma dança, o ritmo envolve cultura e crença religiosa. O samba-de-roda é festa e também religião, depois do horário de reza a festa é regada com samba.
O samba-de-roda foi tombado pela Unesco como um patrimônio imaterial da humanidade, por atestar a riqueza e a tradição cultural dos escravos africanos levados para a região do Recôncavo. Essa forte ligação do samba-de-roda ás tradições culturais escravas, incluem, entre outras, o culto aos orixás e caboclos. Essa herança cultural negro-africana se mesclou com os traços culturais trazidos pelos portugueses, como certos instrumentos (viola e pandeiro principalmente).
Em meio a batuques e danças o curta apresenta depoimentos de célebres cantores, compositores e figuras marcantes como Gilberto Gil, Maria Bethânia, Danilo Caymmi, Carlinhos Brown, Olodum, Edil Pacheco, Roberto Mendes, entre outros, que possuem importantes músicas que marcam a imagem do samba brasileiro, como a música de Vinícius de Moraes em que ele diz : ” O samba nasceu na Bahia, se hoje ele é branco na poesia, é negro demais no coração. “. Mas o samba é muito mais do que poesia, ele é tradição, é história, é um modo de vida daqueles que se vêem capazes de dançar samba e iver o samba por toda a vida.
“Quero ver as cadeira bulir´” é um ótimo documentário, muito bem produzido e bem pensado que nos mostra a matriz do samba, a origem de todos os tipos de samba que hoje, são conhecidos. A matriz deve ser preservada. Para preservar é preciso conhecer, e é por meio de trabalhos como este documentário, que nos ajudam a enxergar a beleza de manifestações culturais tão próximas, e tão distantes ao mesmo tempo, afinal, não se pode deixar o samba morrer.
Âmela Caroline Ribeiro
“O samba da minha terra deixa a gente mole. Quando se canta todo bole. Quem não gosta de samba bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé!”
Bravoo Amelão!!
Muito bom âmela!! quanto vc tirou nessa redação, deve ter saído bem heim?! hsaueihao
beeijo!
Muito bom âmela!! quanto vc tirou nessa redação? deve ter saído bem heim?! hsaueihao
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